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sexta-feira, 30 de outubro
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21:37 (Nova York)

Falhas e escândalos

CEO do trem de alta velocidade da Califórnia renuncia após fiscalização apontar viagens de consultores a boate e tabacaria

Ian Choudri renunciou ao cargo de diretor-executivo da California High-Speed Rail Authority na noite de 28 de outubro, com efeito imediato, semanas depois de o inspetor-geral da agência constatar US$ 592.000 em despesas de viagem indevidas cobradas por consultores. O diretor de Finanças do estado, Joe Stephenshaw, assume interinamente.

O relatório de setembro do inspetor-geral concluiu que US$ 680.500 em reembolsos de viagem de consultores entre 2024 e 2026, cerca de 60% do valor examinado, não tinham a aprovação prévia exigida pelas regras do estado, informou a CBS News Sacramento. Desse total, US$ 592.000 foram considerados indevidos: passagens premium, corridas de aplicativo em categoria superior e idas a academias, uma sala de escape, um tiki bar, uma boate e uma tabacaria com salão de charutos. Segundo a CalMatters, algumas viagens foram feitas a pedido de Choudri e muitas tiveram como destino Folsom, subúrbio de Sacramento onde ele tem casa. Em 28 de outubro, funcionários da agência disseram que as consultorias já devolveram quase US$ 1,3 milhão.

No início de outubro, o conselho cortou parte do poder de contratação dele: contratos abaixo de US$ 25 milhões passaram a precisar primeiro do aval do departamento jurídico interno. O conselho também ia decidir nesta semana se ele merecia um bônus de desempenho de US$ 25.000. Choudri, que recebeu mais de US$ 534.000 neste ano, citou prioridades pessoais e familiares no e-mail de renúncia e não respondeu às perguntas da CalMatters.

Ele saiu um dia depois de uma grande compra. Em 28 de outubro, o conselho aprovou um contrato de US$ 772,1 milhões com a Siemens Mobility para projetar, fabricar e testar três trens de sete carros até 2030, e a agência pagará mais até US$ 63,7 milhões em impostos de importação e tarifas. O plano de negócios de 2026 estima o sistema completo entre US$ 126 bilhões e US$ 231 bilhões. Em julho, o inspetor-geral alertou que o dinheiro da agência pode acabar até dezembro de 2027.

Por que importa: Empresas que faturam para a agência devem garantir que cada despesa de viagem tenha aprovação prévia e comprovantes, as duas falhas apontadas pelo inspetor-geral. O caixa da agência pode acabar até dezembro de 2027.

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