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quarta-feira, 4 de novembro
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Falhas e escândalosUK

Construtora pode cobrar £ 7,4 milhões de arquiteto por falhas de fachada e incêndio em prédio londrino de 2009

Um juiz da High Court permitiu que a United Living siga com uma ação de £ 7,4 milhões contra o escritório de arquitetura Hawkins Brown por defeitos no Wenlock Building, em Islington, e rejeitou o argumento do arquiteto de que um acordo de 2023 de cerca de £ 1,6 milhão já encerrava o caso.

A United Living, então chamada United House, foi contratada em 2007 em regime de projeto e construção para transformar um terreno na Wharf Road no Wenlock Building, de nove andares, concluído em 2009. A nova ação, aberta em julho de 2024, pede £ 3,142 milhões para trocar a fachada-cortina Velfac e £ 4,209 milhões para corrigir a proteção contra incêndio da estrutura de aço, informou o Solicitors Journal. A Dovista UK, antiga Velfac, e a Dantaag também são rés. A Hawkins Brown nega as acusações.

O caso nasceu de um litígio anterior. Depois do incêndio da Grenfell Tower, a locatária do prédio, a Workspace, processou a United Living por revestimento e isolamento combustíveis, falta de barreiras corta-fogo nas cavidades e vedação corta-fogo malfeita. A construtora aceitou fazer os reparos e depois processou a equipe do projeto. Deixou a fachada-cortina fora daquela ação porque atribuía o problema à má instalação, versão que os próprios advogados da Hawkins Brown também defendiam. O arquiteto pagou £ 1,575 milhão em um acordo em março de 2023.

Em janeiro de 2023, laudos já tinham convencido a United Living de que a fachada não tinha conserto e precisava ser trocada, e seus peritos viram base para uma ação contra o arquiteto. A United Living não mencionou o assunto na mediação de fevereiro de 2023. A Hawkins Brown chamou a nova ação de abuso processual. Em decisão de 3 de novembro no Technology and Construction Court, o juiz Eyre discordou. Ele entendeu que o acordo quitou apenas a disputa que definia, observou que quem quer encerrar pedidos futuros costuma dizer isso com clareza e concluiu que o pedido sobre a fachada ainda estava em fase inicial quando o acordo foi fechado.

A decisão apenas permite que o processo continue. Ela não define se a Hawkins Brown é responsável pelos defeitos, observou a Construction Enquirer. Os reparos no prédio estão quase concluídos.

Por que importa: Um acordo só quita o que ele nomeia. Ao fechar um acordo sobre defeitos, escreva se pedidos desconhecidos e futuros estão incluídos; se é você quem paga, peça essa quitação geral em termos claros.

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