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Falhas e escândalos

Ex-inspetor de obras de St. Louis pega 6 anos por desviar US$ 1,64 milhão em contratos de reforma para a família

Um juiz federal condenou em 3 de novembro Adebanjo “Banjo” Popoola, ex-inspetor de obras de St. Louis, a seis anos de prisão e mandou que ele devolva US$ 1,64 milhão tirados de dois programas municipais que pagavam empreiteiros para estabilizar prédios degradados.

O tribunal federal Thomas F. Eagleton, em St. Louis, sede da Justiça Federal do Distrito Leste do Missouri
Foto: Johnhochi / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Popoola, de 58 anos, se declarou culpado em junho de três acusações de fraude eletrônica. Segundo a Procuradoria Federal do Distrito Leste do Missouri, ele comandava quase todo o processo do Stable Communities STL, financiado com dinheiro federal do American Rescue Plan Act (ARPA), e do Prop NS, programa bancado por títulos para casas da Land Reutilization Authority, órgão fundiário da cidade. Ele escolhia os imóveis, definia o escopo, cuidava das licitações e depois atestava a conclusão para liberar o pagamento.

De acordo com a acusação, ele entregou 41 contratos à Farst Construction LLC, empresa que montou com a irmã, uma enfermeira do Texas sem experiência em construção, e 50 à Premier Finish Contractors LLC, aberta pela noiva, hoje sua esposa. As duas empresas ficaram com 42% de todos os pagamentos do Stable Communities. Em várias obras o serviço nunca foi feito, mas Popoola aprovou mesmo assim. A família embolsou US$ 1.642.908, gastos com prestações da casa, carros, cassino e o casamento dele no Havaí em 2023, segundo os promotores. Nem a irmã nem a esposa foram acusadas.

O prejuízo foi além do dinheiro desviado. A prefeita Cara Spencer disse que a cidade pode ter de devolver milhões em verbas do ARPA. Durante a investigação, a prefeitura congelou pagamentos a empreiteiros que não tinham feito nada de errado e parou reparos em prédios atingidos pelo tornado de maio de 2025. O dono de um prédio na Rowan Avenue disse ao tribunal que a perda de US$ 48.500 em verba de reparo deixou uma deterioração estrutural que laudos de vistoria falsos encobriam, informou a KSDK.

O advogado de Popoola havia pedido dois anos. Até agora ele não devolveu nada, segundo a First Alert 4, e seguirá com tornozeleira eletrônica até se apresentar à prisão. Os promotores disseram que vão atrás dos bens dele e, depois que sair, do salário.

Por que importa: Quando um mesmo servidor define o escopo, contrata e vistoria as obras públicas de reforma, ninguém confere as assinaturas. Empreiteiros em programas municipais devem esperar auditorias mais duras e pagamento lento se o programa for congelado.

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