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quarta-feira, 28 de outubro
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Contorno rodoviário mais caro da Alemanha precisa de reparos na ponte antes de abrir

O contorno B 172n, de 3,8 quilômetros, em volta de Pirna, na Saxônia, não vai abrir no fim de 2026 como previsto depois que inspetores acharam vazios no concreto de quatro pilares da ponte sobre o vale do Gottleuba. A empresa do projeto, DEGES, calcula o custo aprovado em cerca de 288 milhões de euros e diz que a construtora vai pagar os reparos.

A ponte tem 916 metros de extensão e até 70 metros de altura, e em cinco dos seus oito pilares o tabuleiro é ligado rigidamente ao topo dos pilares em vez de apoiado em aparelhos de apoio, informou o t-online. As falhas estão nas mísulas, os trechos alargados onde quatro dos pilares se unem ao tabuleiro misto de aço e concreto. O governo alemão atribuiu o problema a um erro de execução do consórcio construtor: material de fôrma ficou dentro da peça durante a concretagem e criou cavidades, informou o Berliner Kurier. A DEGES disse que a própria construtora descobriu o problema em abril de 2026.

Verificações por ultrassom, radar e cálculo estrutural mostram que a estabilidade da ponte não está em risco, segundo o governo federal, mas os vazios ainda precisam ser preenchidos. Isso exige um concreto especial que o governo federal precisa aprovar, então os reparos não devem começar antes de 2027. A DEGES disse que só pode marcar nova data de abertura depois que o plano de reparo for aprovado, e o dono da obra e a construtora ainda o negociam. O Berliner Kurier identificou o consórcio como BeMo Tunnelling, de Dortmund, e Metrostav, de Praga.

O contorno deve tirar o tráfego de passagem de Pirna, cidade de cerca de 40.000 habitantes no caminho para a autoestrada A17 entre Dresden e Praga. O planejamento começou em 1999 com o equivalente a cerca de 36 milhões de euros. As estimativas estavam abaixo de 100 milhões de euros quando a obra começou, em 2017; um cálculo de 2025 chegou a 288,4 milhões de euros, perto de 76 milhões por quilômetro. Só os aditivos somam quase 135 milhões de euros. O governo federal diz que ainda não sabe quanto custará o reparo nem o prazo maior.

Por que importa: Concretagens estreitas, como essas mísulas, podem esconder vazios que só ultrassom ou radar encontram. Aqui o contrato põe o reparo na conta da construtora, mas o dono da obra ainda enfrenta um atraso sem data final numa estrada que deveria abrir este ano.

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