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segunda-feira, 2 de novembro
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Daewoo pede mediação de Seul depois que a KHNP encerra negociação da obra nuclear tcheca de US$ 18,6 bilhões

A Daewoo Engineering & Construction pediu em 2 de novembro ao ministério do Comércio da Coreia do Sul ajuda para retomar as negociações com a Korea Hydro & Nuclear Power (KHNP), que encerrou as conversas com o consórcio da Daewoo sobre a construção de dois reatores APR1000 em Dukovany, na República Tcheca. O ministério disse não ter autoridade legal para mediar.

A Daewoo, que lidera um consórcio com a Doosan Enerbility, disse ter recebido em 30 de outubro o aviso formal do fim das negociações, um dia depois de apresentar uma proposta revisada. Essa proposta reduzia o preço total e absorvia parte do aumento de quantidades da obra, mesmo podendo deixar o consórcio com prejuízo de centenas de bilhões de wons, informou o The Korea Herald. O projeto inteiro vale cerca de 25 trilhões de wons (US$ 18,6 bilhões), segundo o Korea JoongAng Daily.

A briga é sobre quem paga por serviços que ninguém conseguia definir por completo na licitação. Segundo a Daewoo, sua proposta de 2024 fixava a obra em 8,2 trilhões de wons, com pagamento por quantidades reais, e a empresa queria um contrato separado para serviços extras gerados por mudanças de projeto, enquanto a KHNP queria esses custos dentro de um preço final fixo. A Daewoo argumenta que uma construtora que não projeta o reator não deve carregar esse risco no primeiro APR1000 da Europa, modelo sem nenhuma usina de referência concluída, e cita os princípios do Livro Vermelho da FIDIC para obras com projeto do contratante. A KHNP disse ao Herald que ofereceu considerar o aumento de quantidades, fechar o preço após a aprovação do projeto básico e pagar a maior parte das obras civis por quantidade medida, e que os cortes pedidos miravam cobranças excessivas ou duplicadas.

O Seoul Economic Daily contou 78 reuniões técnicas e dois encontros entre os presidentes das empresas em 15 meses, sem fechar uma diferença de preço de mais de 1 trilhão de wons. A Daewoo diz ter gasto dezenas de bilhões de wons com pessoal e preparação desde julho de 2025, quando a KHNP mandou iniciar os trabalhos, sem reembolso. A empresa alertou que o rompimento pode acabar na Justiça, mas não entrou com ação.

O ministério afirmou que não pode mediar entre empresas, mas na segunda-feira ativou um sistema de supervisão de emergência, com o ministro e o vice-ministro alternando reuniões semanais. A KHNP quer assinar um novo contrato de construção até julho de 2027, e o governo pretende manter o pedido de licença de construção em abril de 2027, a preparação do terreno em janeiro de 2029 e o início da obra em novembro daquele ano, informou o Herald.

Por que importa: Em contrato de preço global para um projeto inédito, defina por escrito quem paga pelo aumento de quantidades e pelas mudanças de projeto antes da mobilização. A Daewoo gastou com preparação a pedido do contratante e não tem contrato assinado para recuperar esse dinheiro.

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