Rodovia Rironi-Naivasha, no Quênia, perde o prazo de outubro e ministro culpa falta de betume
O secretário de Transportes do Quênia, Davis Chirchir, adiou para dezembro a abertura do trecho de 60 quilômetros entre Rironi e Naivasha, que está sendo duplicado, depois de perder o prazo de 30 de outubro que ele mesmo havia fixado em setembro. Ele culpa a falta de betume, cujo preço, segundo ele, passou de 90 para 220 xelins quenianos o quilo em seis meses.
Chirchir anunciou a nova data em 30 de outubro, durante visita às obras em Naivasha com integrantes da comissão de transportes da Assembleia Nacional, informou o Kenyans.co.ke. O governo agora quer o trecho duplicado e aberto ao tráfego no início de dezembro. Os 60 quilômetros são a primeira fase da rodovia Rironi-Mau Summit, de 200 bilhões de xelins quenianos, uma parceria público-privada em que a China Road and Bridge Corporation amplia a estrada existente de duas para quatro faixas.
Em uma publicação no X, Chirchir disse que o betume está difícil de conseguir há dois meses por causa de problemas geopolíticos e de falhas na cadeia de suprimentos, informou o Citizen Digital. Segundo ele, o preço passou de 90 xelins o quilo seis meses atrás para 220 agora. Ele ligou a alta a problemas no fornecimento de petróleo no Estreito de Ormuz e disse que compras conjuntas em navios maiores poderiam baratear a importação, de acordo com o The Rio Times. Na mesma visita, afirmou que o material para o trecho estava garantido, que mais de 90 equipes trabalhavam na obra e que o avanço era de cerca de 4 quilômetros por semana. A primeira camada de macadame betuminoso denso foi aplicada em Lari durante a vistoria.
Nem todos aceitam a explicação. A Associação de Motoristas do Quênia contestou as sucessivas mudanças no prazo e rejeitou o argumento do betume, informou o People Daily. O ex-vice-presidente Rigathi Gachagua, hoje líder do Democracy for Citizens Party, afirmou em 1º de novembro que autoridades chinesas se recusaram a liberar dinheiro para a rodovia. Nem a empreiteira chinesa nem o ministério haviam respondido à acusação, disse o Kenyans.co.ke.
O governo não informou quanto do trecho está pronto, e a empreiteira não divulgou novo cronograma, observou o The Rio Times. Chirchir disse que o projeto de um trevo com viaduto e passagem inferior no entroncamento de Naivasha ainda estará pendente quando o trecho abrir. O pedágio previsto é de 8 xelins quenianos por quilômetro entre Rironi e Naivasha.
Por que importa: Chirchir diz que o betume no Quênia custa 220 xelins o quilo, contra 90 seis meses antes. Empreiteiras que disputam pavimentação a preço fixo devem conferir se as cláusulas de reajuste cobrem o ligante e garantir o fornecimento antes de prometer prazos.
Fontes
- Chirchir Pushes Rironi-Naivasha Road Opening to DecemberKenyans.co.ke, 31 de out.
- Motorists question Chirchir's bitumen explanation as Rironi-Naivasha road misses deadlinePeople Daily, 31 de out.
- Rironi-Naivasha Road Delay in Kenya, Oct 30The Rio Times, 31 de out.
- CS Chirchir cites bitumen shortages behind Rironi-Mau Summit Road delaysCitizen Digital, 1 de nov.
- Gachagua Disputes Chirchir's Explanation for Rironi-Mau Summit Road DelaysKenyans.co.ke, 1 de nov.