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sexta-feira, 30 de outubro
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Trem do aeroporto LAX atrasa de novo, agora para fevereiro de 2027, com arcos elétricos e disputa sobre energia solar travando os testes

O consórcio que constrói o SkyLink, trem automático de US$ 3,34 bilhões do Aeroporto Internacional de Los Angeles, agora prevê o início da operação com passageiros em 5 de fevereiro de 2027, um mês depois da meta anterior. Os motivos são arcos elétricos na via e um acordo de energia solar ainda não assinado entre dois órgãos da prefeitura.

A LAX Integrated Express Solutions (LINXS), consórcio que inclui Fluor, Balfour Beatty, ACS Infrastructure Development e Dragados USA, mudou a previsão de 6 de janeiro para 5 de fevereiro em seu relatório mensal de andamento mais recente, informou o Los Angeles Times. Segundo o relatório, a data vai escorregar dia a dia até que o Departamento de Água e Energia de Los Angeles (LADWP) e a Los Angeles World Airports (LAWA), órgão municipal que administra o aeroporto, assinem os acordos sobre energia solar para o trem. A LAWA diz que não aprovou nenhuma data de abertura apresentada pela LINXS.

Os testes trouxeram atrasos próprios. O relatório de outubro do consórcio registrou três arcos elétricos na via elevada em 23 e 25 de setembro, informou a NBC Los Angeles. O Westside Current, citando um relatório do projeto, disse que as descargas danificaram o trilho de energia e a viga-guia e que a causa ainda está sendo investigada. Um relatório separado aos credores, de 8 de outubro, descreveu quatro explosões de arco, segundo o Times. A LAWA afirma que os trechos danificados foram reparados, e o Times informou que os testes foram retomados.

Antes de levar passageiros pela linha elevada de 2,25 milhas (cerca de 3,6 km), o sistema precisa passar 30 dias seguidos de testes sem problemas graves, uma revisão de um engenheiro independente e a aprovação da LAWA. A abertura estava prevista originalmente para 2023, e o estouro do orçamento fica entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,4 bilhão, conforme a conta.

A briga pelo dinheiro está na Justiça. A LINXS processou a cidade em julho, alegando que a LAWA negou indevidamente mais prazo e compensação, depois que um acordo de 2024 já havia dado ao consórcio US$ 550 milhões a mais por serviços adicionais, informou o Westside Current. Um relatório do grande júri civil do condado de Los Angeles atribuiu a maior parte da culpa ao consórcio, segundo o Times. A prefeita Karen Bass disse à rádio KNX que espera os trens funcionando até janeiro e que, se isso não acontecer, uma das empresas enfrentará pesadas multas. Sua adversária, a vereadora Nithya Raman, transformou o atraso em tema de campanha.

Por que importa: Uma via pronta pode ficar meses parada por falhas no comissionamento e por um acordo com a concessionária sem assinatura. Em PPPs e contratos de projeto e construção, defina antes quem assina os acordos com as concessionárias e quem paga por danos na fase de testes.

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