Construtoras resistem a terminar as casas inacabadas da incorporadora falida Bathla em Sydney
Dois meses depois do colapso da incorporadora Bathla Group, de Sydney, com dívidas de 3,4 bilhões de dólares australianos, as obras estão paradas em 45 canteiros, e os credores que assumiram parte dos projetos buscam construtoras que relutam em garantir concreto, encanamento e fiação instalados por outros, informou a ABC News.
A Bathla teve de parar as obras em 45 canteiros depois de entrar em administração voluntária em agosto, segundo documentos que o administrador Teneo apresentou à Suprema Corte de Nova Gales do Sul, informou a ABC. Em alguns casos, os fundos de private equity credores da Bathla assumiram os projetos que financiaram e tentam contratar construtoras para concluí-los.
O obstáculo é a garantia. Lyndall Bryant, professora de economia imobiliária da Queensland University of Technology, disse à ABC que a construtora que assume uma obra pela metade não quer responder pelo trabalho de outra, como um concreto que não viu ser lançado, e que instalações hidráulicas e elétricas são difíceis de verificar com as paredes fechadas. Um credor não identificado disse que as construtoras estão cautelosas, mas que espera contratar uma. Costa Nicodemou, da Newpoint Advisory, que representa o credor PAG, afirmou que as construtoras estudam arrancar banheiros prontos, impermeabilização e fachadas por dúvidas sobre como foram feitos, informou o The Greek Herald, citando o The Daily Telegraph.
Alguns canteiros andam. A PAG contratou a construtora ParkView para seu empreendimento de 300 unidades em Pemulwuy. A Ray White Capital, dona do terreno de Box Hill, espera concluí-lo antes de abril de 2027, e o Leda Group disse estar em negociação avançada com uma construtora para um projeto de 240 unidades em Marsden Park. Nenhum credor assumiu um loteamento de 49 casas em Lochinvar, na região de Hunter; a empresa de insolvência Mackay Goodwin foi nomeada para avaliar as opções.
As prefeituras também estão expostas. As obras pararam em oito projetos da Bathla em Blacktown e em quatro em The Hills Shire, e os dois conselhos municipais estão inscritos como credores. Segundo Bryant, eles podem ter de pagar por ruas e redes de esgoto que a Bathla nunca entregou, e grupos de canteiros abandonados podem passar anos como terrenos quase baldios. Tom Forrest, da Urban Taskforce Australia, grupo de lobby das incorporadoras, disse esperar que a maioria dos projetos seja concluída, a menos que os defeitos custem mais para corrigir do que vale o terreno com aprovação. Um porta-voz do Comissário de Edificações de Nova Gales do Sul disse, segundo o The Greek Herald, que a conformidade e as correções continuam sendo responsabilidade de incorporadoras, construtoras e certificadores.
Por que importa: Assumir uma obra pela metade significa responder pela garantia de um trabalho que você não viu ser feito. Antes de orçar um contrato de conclusão, defina por escrito quanto de ensaio destrutivo o dono paga e quais serviços já executados ficam fora da sua garantia.
Fontes
- Costa Nicodemou warns of mounting costs and delays following Bathla collapseThe Greek Herald, 2 de nov.
- Bathla's unfinished Sydney developments risk turning into 'wastelands', expert warnsABC News (Australia), 7 de nov.