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sexta-feira, 30 de outubro
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Consórcio liderado pela Webuild é escolhido para construir 517 km de nova ferrovia de carga na Zâmbia

A Africa Finance Corporation escolheu um consórcio da italiana Webuild, da turca İçtaş e da portuguesa Mota-Engil como licitante preferencial do Lote 1B da Zambia Lobito Railway: 517 km de nova linha de carga da fronteira com Angola até Chingola, com 22 pontes e viadutos. As negociações do contrato começam em novembro.

O lote abrange engenharia, suprimentos e construção (EPC) do trecho zambiano, informou a Webuild em 27 de outubro. O traçado atravessa regiões sem infraestrutura de grande porte e inclui 22 pontes e viadutos, oito estações e três pátios de manutenção dimensionados para carga pesada. A Webuild lidera o consórcio, e a İçtaş e a Mota-Engil têm 30% cada.

Para o trecho angolano, a AFC, patrocinadora e desenvolvedora do projeto, indicou um consórcio separado formado pela Mota-Engil e pela Odebrecht Engenharia e Construção, informou o World Construction Network, de modo que a Mota-Engil está nas duas equipes. Os dois trechos somam cerca de 831 km de ferrovia nova. Em Angola, a linha vai se ligar ao Caminho de Ferro de Benguela no Luacano. Essa linha existente faz parte do Corredor do Lobito, chega ao porto atlântico do Lobito e está sendo reabilitada.

Nenhuma das escolhas é contrato assinado. As negociações técnicas, comerciais e jurídicas devem começar em novembro de 2026, e a AFC quer concluí-las em oito a 12 semanas, segundo o World Construction Network. Nenhum dos anúncios informou o valor do contrato. A Itália apoia o projeto pelo Plano Mattei para a África, e os EUA, a UE e o G7 tratam o corredor como prioridade para as cadeias de suprimento de minerais críticos.

Os patrocinadores dizem que a ferrovia vai reduzir de 16 para sete dias o tempo de transporte da carga do Copperbelt, como cobre e cobalto, até os mercados mundiais, e estimam o ganho econômico para Zâmbia e Angola em cerca de US$3 bilhões.

Por que importa: Empresas que buscam subcontratos de pontes, via permanente ou pátios nos 517 km da linha zambiana devem acompanhar a assinatura dos contratos EPC. Pelo cronograma da AFC, isso deve ocorrer por volta do início de 2027.

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