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quarta-feira, 4 de novembro
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Restauração do Parlamento britânico atrasa dois anos antes mesmo da votação, e cada ano de espera pode custar £420 milhões

O espaço provisório para os deputados que precisam deixar o Palácio de Westminster não ficará pronto antes de 2034, dois anos depois da meta de saída em 2032, informou a Construction Enquirer. O Comitê de Contas Públicas do Parlamento diz que cada ano de adiamento da decisão pode somar até £420 milhões ao custo total do programa.

O Palácio de Westminster e a Torre Elizabeth vistos do outro lado do Tâmisa, a partir do South Bank, ao entardecer
Foto: Capt' Gorgeous (Flickr), via Wikimedia Commons, CC BY 2.0

O gargalo está no Northern Estate, conjunto de prédios onde os deputados devem trabalhar enquanto o palácio estiver vazio. Aprovações de patrimônio histórico, falta de espaço para o canteiro e aperto no orçamento atrasam essa reforma, segundo o relatório do comitê divulgado em 4 de novembro. A mudança prevista da Câmara dos Lordes para o QEII Centre tem seu próprio problema: a compra do prédio se arrasta.

Deputados e lordes devem votar até o fim de 2026 uma primeira fase de £3 bilhões e a redução das opções de restauração para duas. Tirar as duas Casas de uma vez custaria de £11,1 bilhões a £15,6 bilhões, em 19 a 24 anos. A alternativa em etapas, com mudanças menores, sai por £19,5 bilhões a £39,2 bilhões, em 38 a 61 anos. A escolha final será feita em 2030. Se o debate passar do fim de 2026, acordos-quadro de contratação que vencem podem somar mais nove a 12 meses de atraso, informou a Construction Enquirer.

Dentro da primeira fase, a segurança da margem do rio, a transferência das instalações prediais e as obras no claustro medieval ainda não têm orçamento. Um fundo de £500 milhões sem destinação precisa cobrir esses itens e ainda servir de reserva de contingência. O comitê pede um plano único para a restauração e as instalações provisórias, estimativas firmes para os pacotes em aberto, uma avaliação do diálogo competitivo para que as construtoras opinem e uma governança mais simples. O presidente do comitê, Sir Geoffrey Clifton-Brown, disse que cada adiamento custa centenas de milhões em dinheiro público. Até haver decisão, a manutenção do prédio antigo deve subir de £1,5 milhão para £2 milhões por semana.

Por que importa: O trabalho mais próximo é a primeira fase de £3 bilhões: instalações provisórias, obras preparatórias e um parceiro estratégico. O cronograma agora depende da votação deste ano e de acordos-quadro que vencem se ela atrasar, então quem pretende disputar deve trabalhar com a saída em 2034.

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