Edição
quarta-feira, 28 de outubro
Atualizado
9:06 (Nova York)

Números

Vendas de casas novas caem para ritmo de 676.000 em setembro, com preços abaixo do ano passado

As casas unifamiliares novas foram vendidas a um ritmo anual de 676.000 em setembro, com ajuste sazonal, 0,6% abaixo de agosto e 5,3% abaixo de um ano antes, informaram o Census Bureau e o HUD em 27 de outubro. O preço mediano foi de US$ 400.400, acima de agosto, mas 3,9% abaixo do ano passado.

As construtoras tinham 476.000 casas novas à venda no fim de setembro, o equivalente a 8,4 meses de estoque no ritmo atual, segundo o relatório. Em agosto eram 8,5 meses; um ano antes, 8,2. Dessas casas, 111.000 estavam prontas, 250.000 em construção e 115.000 ainda não tinham sido iniciadas.

A mediana de US$ 400.400 ficou 3,9% acima dos US$ 385.400 de agosto e 3,9% abaixo dos US$ 416.800 de setembro de 2025. O preço médio, de US$ 472.800, ficou 6,7% abaixo de um ano antes. De janeiro a setembro, as vendas ficaram 2,9% atrás dos mesmos meses de 2025.

As regiões divergiram. No Sul, o maior mercado, as vendas caíram 6,6% em relação a agosto, para um ritmo de 413.000, e no Meio-Oeste recuaram 7,3%, para 89.000. O Nordeste subiu 28%, para 32.000, e o Oeste avançou 21,4%, para 142.000, embora ainda esteja 17,4% abaixo de setembro passado. Pelo cálculo do investingLive, o Oeste explica 30.000 da queda de 38.000 no ritmo nacional em um ano.

O Census Bureau alerta que nem a variação mensal nem a anual das vendas é estatisticamente significativa e que os números preliminares são revisados em cerca de 6,7%, em média. Ainda assim, o resultado superou a projeção de 650.000 citada pelo investingLive. Os dados de outubro saem em 25 de novembro.

Por que importa: As construtoras têm 111.000 casas prontas e não vendidas, com preços abaixo do ano passado, cenário que, segundo o investingLive, pode mantê-las apostando em incentivos em vez de novos inícios de obra. Prestadores que dependem de casas unifamiliares novas, sobretudo no Sul, devem conferir os cronogramas de primavera das construtoras antes de contratar equipes.

Fontes

Mais em Números