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quarta-feira, 28 de outubro
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Início de obras não residenciais nos EUA cai para US$ 63,4 bilhões com o fim da onda de megaprojetos de agosto

O valor das obras não residenciais iniciadas nos EUA caiu para US$ 63,4 bilhões em setembro, 43,5% abaixo do recorde revisado de US$ 112,1 bilhões em agosto, informou a ConstructConnect em 27 de outubro. Nos nove primeiros meses, o total chega a US$ 757,9 bilhões, alta de 26,2% sobre 2025.

O número de setembro, que soma edificações não residenciais e obras civis, fica US$ 18,2 bilhões abaixo da média móvel de 12 meses, de US$ 81,6 bilhões, segundo o economista-chefe da ConstructConnect, Michael Guckes. Agosto passou a ser o maior mês já registrado. No relatório de 24 de setembro, a empresa havia estimado agosto em US$ 99,0 bilhões, com recorde de US$ 46,1 bilhões em megaprojetos, ou seja, obras acima de US$ 1 bilhão.

As edificações não residenciais caíram 50,3% em relação a agosto, para US$ 38,6 bilhões. No ano, a categoria soma US$ 500,2 bilhões, alta de 34,7%, e os escritórios, grupo que inclui data centers, responderam por 72% desse ganho. Os megaprojetos de data centers recuaram para US$ 6,3 bilhões em quatro obras em setembro, ante US$ 13,5 bilhões em agosto. Laboratórios industriais sobem 90,1% no ano, para US$ 9,0 bilhões, puxados pela fábrica de medicamentos de US$ 3,5 bilhões da Eli Lilly na Pensilvânia, iniciada em setembro. Presídios sobem 142,1% e obras militares, 53,4%.

As obras civis caíram 28,1%, para US$ 24,7 bilhões, mas acumulam alta de 12,4% no ano, com US$ 257,7 bilhões. A infraestrutura de energia responde por 68% do ganho das obras civis: US$ 30,7 bilhões até agora, contra US$ 11,7 bilhões no mesmo período do ano passado. Entre as grandes obras civis iniciadas em setembro estão uma usina de US$ 4,0 bilhões em Dakota do Norte e uma subestação de US$ 1,6 bilhão no Texas.

O relatório cobre apenas projetos não residenciais e obras civis. A ConstructConnect não explicou o que levou à revisão para cima do número de agosto.

Por que importa: O crescimento do ano se apoia em escritórios e data centers, que deram 72% do ganho em edificações, e em obras de energia. Veja como estão as suas categorias antes de contratar gente para o primeiro semestre.

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