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quarta-feira, 4 de novembro
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Testemunha diz que equipes cravaram estacas-prancha curtas à noite em dique de US$ 5 milhões nas Filipinas

Um chefe de vilarejo disse ao tribunal anticorrupção das Filipinas, em 4 de novembro, que equipes da Sunwest cravaram estacas-prancha de aço à noite, sem engenheiros de obras públicas no local, em um dique rodoviário de ₱289 milhões (cerca de US$ 5 milhões) em Naujan, Oriental Mindoro. A acusação diz que as peças tinham 3 metros onde o projeto pedia 12.

Nestor Asi, presidente do Barangay Tagumpay, disse ao Sandiganbayan que, em várias visitas, viu trabalhadores da Sunwest instalando as estacas por volta das 7 da noite, informou a GMA News. Segundo ele, ninguém do Departamento de Obras Públicas e Rodovias (DPWH) estava presente, e a equipe parava sempre que percebia que ele observava. Questionado pela defesa, disse acreditar que o trabalho noturno era proposital. O Bilyonaryo News Channel informou que ele também descreveu seguranças posicionados na estrada de acesso à obra.

Abraham Panaligan, responsável municipal por construção e manutenção em Naujan, confirmou o relato de Asi. Ele contou que os dois se reuniram com o engenheiro do projeto da Sunwest, que explicou que as estacas de 3 metros serviam apenas para uma ensecadeira, cerca provisória que mantém a água fora da área de trabalho. A defesa perguntou por que autoridades locais fiscalizavam um projeto nacional. As testemunhas responderam que é a população de Naujan que vai conviver com o dique.

A Ouvidoria (Ombudsman) acusou o ex-deputado do Ako Bicol Zaldy Co e funcionários regionais do DPWH de desvio de recursos públicos mediante falsificação de documentos oficiais. Segundo a acusação, a papelada do projeto permitiu liberar verbas apesar das deficiências da obra. A Sunwest é uma empresa ligada a Co. Co está foragido, segundo o Philstar escondido na Europa, e os demais réus estão presos. Nenhuma acusação foi provada.

Em setembro, Vince Dizon, que inspecionou o dique como secretário de Obras Públicas, depôs no mesmo tribunal. Depois, disse a jornalistas que as estacas mediam 3 metros contra os 12 exigidos e que, na visita, viu erosão após uma única chuva. Co também responde, com o ex-presidente da Câmara Martin Romualdez, a uma acusação de saque (plunder) por supostamente ter recebido ao menos ₱7,44 bilhões em propinas ligadas a obras contra enchentes, segundo o Philstar.

Por que importa: Estacas-prancha somem no solo no mesmo dia em que são cravadas. Se o dono da obra não pode ver cada peça entrar, o contrato precisa de boletins de cravação, medição do comprimento antes de cravar e um fiscal obrigado a estar presente sempre que a equipe trabalha, inclusive à noite.

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