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Antes de retomar a Jeddah Tower, engenheiros escanearam a laser 60 andares para ver quanto o concreto se moveu

Antes da retomada das obras da Jeddah Tower, a empresa de levantamento Trimetari Consulting, de São Petersburgo, escaneou a laser os cerca de 60 andares já erguidos e comparou a nuvem de pontos com o modelo BIM. A equipe do projeto diz ter encontrado uma única anomalia menor, informou a Arabian Business.

A Jeddah Tower inacabada em agosto de 2019, quando as obras da torre estavam paradas
Foto: S.Nitzold, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O concreto continua se movendo muito depois da concretagem. Ele retrai ao secar, sofre fluência sob carga permanente, e a fundação embaixo pode recalcar. A Jeddah Tower ficou anos inacabada depois que as obras pararam em 2018, com cerca de 60 andares e aproximadamente 125.000 metros cúbicos de concreto no lugar, segundo a Arabian Business. Antes de subir novos andares, a equipe precisava conhecer a geometria real do que já existia. Os desenhos originais não davam essa resposta.

O trabalho ficou com a Trimetari Consulting, empresa de São Petersburgo que também atuou no Lakhta Center, na Rússia. Scanners a laser registram milhões de pontos de todas as superfícies visíveis; unidos, esses pontos formam um registro 3D da estrutura como ela está. Os engenheiros sobrepuseram esse registro ao modelo BIM original para achar onde paredes e lajes se afastam da posição de projeto. A equipe do projeto chama o trabalho de maior escaneamento em nuvem de pontos de um edifício já feito. A Leica Geosystems, fabricante dos scanners, entrou no trabalho com seu equipamento mais avançado para atingir a precisão necessária em uma estrutura desse porte em pouco tempo.

Segundo a equipe do projeto, o escaneamento achou uma única anomalia menor em toda a estrutura. A equipe disse que o resultado também atesta o trabalho do Saudi Binladin Group, que construiu a parte inferior da torre de 2014 a 2019 sob a liderança do engenheiro Bassam Nasser. A reportagem não descreveu a anomalia, como ela foi corrigida nem as tolerâncias usadas para avaliar o escaneamento.

A torre deve passar de 1.000 metros, o que tiraria o recorde de altura do Burj Khalifa, de 828 metros, em Dubai.

Por que importa: Toda obra de concreto parada, de um edifício-garagem a um arranha-céu, continua se movendo enquanto espera. Um escaneamento do que foi construído, comparado com o modelo antes da retomada, mostra à nova equipe onde o trabalho terá de se ajustar e deixa uma referência documentada para todos.

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