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sexta-feira, 6 de novembro
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Dicas de obra

Choque de 120 volts de uma mão à outra: quando o eletricista deve fazer um eletrocardiograma

Um eletricista no fórum r/electricians do Reddit levou um choque de 120 volts por um quarto de segundo enquanto a outra mão estava no gabinete aterrado de um equipamento de climatização e perguntou se devia ir ao pronto-socorro. Um médico de emergência e estudos hospitalares apontam para um eletrocardiograma no mesmo dia, sem monitoramento prolongado se o exame for normal e não houver sintomas.

O caminho da corrente é o que justifica a pergunta. Com uma mão em um condutor energizado e a outra em metal aterrado, a corrente atravessa o peito. Troy Madsen, médico de emergência da University of Utah Health, classifica exatamente esse caso, o choque sentido em uma mão enquanto a outra segura metal, como de maior risco, ao lado de estar com os pés na água e de ter histórico de arritmia. Para qualquer choque de tensão doméstica, ele recomenda ir ao pronto-socorro fazer um eletrocardiograma. Se o exame vier normal, a equipe pode deixar o paciente um tempo no monitor cardíaco. Ele estimou em cerca de 98% a chance de estar tudo bem.

Os dados hospitalares vão na mesma direção. Um estudo de 2020 publicado na Frontiers in Medicine, com 239 pacientes com lesões elétricas em Viena e Ludwigshafen, não encontrou mortes entre os casos de baixa tensão nem arritmias que exigissem remédio ou procedimento. Dos 90 pacientes sem sintomas, dois tiveram alterações no eletrocardiograma, ambas batimentos lentos sem gravidade. Uma revisão tcheca de 333 casos em 23 anos, publicada em 2023 na Clinical Research in Cardiology, constatou que todas as arritmias perigosas surgiram logo após o choque e nenhuma apareceu horas depois.

Os autores do estudo da Frontiers recomendam que mesmo pacientes de baixa tensão façam eletrocardiograma de 12 derivações, exame físico e exames de sangue de enzimas cardíacas, incluindo troponina de alta sensibilidade. Eles citam os critérios do Conselho Europeu de Ressuscitação para manter alguém monitorado: doença cardíaca ou pulmonar prévia, desmaio, parada cardíaca, eletrocardiograma alterado, queimaduras ou outras lesões de tecido. Dor no peito ou exames de sangue alterados levam o paciente à investigação cardíaca padrão.

Os dois estudos concluem que um paciente sem sintomas, sem doença cardíaca prévia e com o primeiro eletrocardiograma normal pode ir para casa sem monitoramento prolongado.

Por que importa: Quase todo eletricista leva um choque de 120 volts em algum momento. Depois de um choque de mão a mão ou de mão para a terra, um eletrocardiograma no mesmo dia resolve a dúvida. Queimaduras, dor no peito ou desmaio pedem monitoramento mais longo.

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