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quarta-feira, 4 de novembro
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23:26 (Nova York)

Falhas e escândalos

Empreiteira que contratou a filha do chefe de obras escolares de Connecticut pega liberdade condicional

Um juiz federal em Bridgeport condenou nesta quarta-feira Antonietta DiBenedetto Roy, dona da Construction Advocacy Professionals, a dois anos de liberdade condicional por conspirar para subornar Konstantinos Diamantis, ex-chefe do programa de construção escolar de Connecticut.

Roy se declarou culpada de conspiração para suborno, crime com pena de até cinco anos de prisão. As diretrizes federais indicavam de dois a dois anos e meio, informou o CT Mirror. O juiz distrital Stefan Underhill optou pela condicional, com toque de recolher nos primeiros seis meses. Segundo o Hartford Courant, ela também terá de cumprir 50 horas de serviço comunitário.

Acusação e defesa pediram clemência. Roy foi a primeira ré a colaborar, e os promotores disseram ao tribunal que as acusações ligadas à empresa dela seriam difíceis de provar sem seus documentos e seu depoimento. Segundo os autos da acusação descritos pelo Courant, ela pagou a Diamantis US$ 26.457,92 no total, boa parte enviada à filha dele por ordem dele, e contratou a filha com um salário que os promotores chamaram de inflado. Em troca, ele direcionou para a empresa dela obras escolares em Tolland, New Britain e Hartford. O advogado de Roy, Craig Raabe, disse que a firma já perdeu clientes e contratos.

Diamantis controlava um fundo estadual de US$ 10 bilhões para construção de escolas, segundo o Courant. Um júri o condenou por 21 acusações federais no ano passado. Ele fugiu para a Grécia antes da sentença, e Underhill o condenou à revelia a sete anos de prisão. Na audiência de quarta, o juiz atribuiu a culpa pelo esquema a Diamantis e disse a Roy que era uma pena ela ter feito a coisa certa só depois de fazer a errada.

Dois empreiteiros de alvenaria que também depuseram contra Diamantis, John Duffy e Sal Monarca, devem ser sentenciados ainda este mês.

Por que importa: Os promotores trataram o emprego dado à filha do servidor como parte da propina. A empreiteira que colaborou primeiro escapou da prisão, mas a firma perdeu clientes, e dois empreiteiros de alvenaria serão sentenciados este mês.

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