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segunda-feira, 2 de novembro
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Pero's Bridge, em Bristol, desliza para o porto dias antes da retirada programada

O vão central da Pero's Bridge, uma passarela levadiça em Bristol, na Inglaterra, deslizou pouco antes das 23h de 31 de outubro e afundou em parte no Floating Harbour, danificando o cilindro hidráulico e vazando óleo. Ninguém se feriu. A prefeitura planejava retirar o vão quebrado em poucos dias.

A ponte, inaugurada em 1999 e projetada pela artista Eilis O'Connell com engenheiros da Ove Arup & Partners, estava fechada desde agosto, quando a seção levadiça de 11 metros se deformou num teste de içamento e travou na posição levantada. O vereador Andrew Brown, que preside o comitê do porto, disse que o vão saiu dessa posição e deixou um pequeno trecho submerso, informou o Bristol24/7. Fotos mostram um dos contrapesos em forma de chifre dentro da água. Equipes ambientais limpavam uma pequena quantidade de óleo hidráulico perto do Arnolfini, informou o IBTimes UK.

Os defeitos estavam registrados bem antes do colapso. O IBTimes UK, citando a BBC e documentos da prefeitura, relatou que engenheiros tinham alertado para ferrugem pesada e para o risco de o vão travar ou sair de alinhamento, e que em setembro de 2025 a prefeitura aprovou £ 200.000 para investigações de emergência e restringiu o içamento e as cargas na ponte. Um relatório de dezembro de 2025 encontrou corrosão forte, sobretudo na parte oeste, selante gasto que deixava a umidade chegar ao aço e risco de travamento dos aparelhos de apoio. A prefeitura aprovou £ 1,35 milhão para reparos em março e mais £ 160.000 em julho.

O plano era içar a seção quebrada e levá-la ao dique seco Albion Dry Dock, o que também reabriria o canal aos barcos. Brown disse que os engenheiros estão revendo o plano de içamento e que ainda não há impacto confirmado no programa de reforma. A prefeitura estima o reparo em mais de £ 1,5 milhão, informou a ITV News. Ela não disse o que causou o deslizamento e ainda espera reabrir a ponte na primavera de 2027.

Por que importa: Ferrugem, selantes gastos e aparelhos de apoio travados foram documentados neste vão mais de um ano antes da queda. Donos e empreiteiros de estruturas móveis devem tratar um vão travado como instável até que seja escorado e liberar a verba do reparo assim que sair o laudo de inspeção.

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