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segunda-feira, 2 de novembro
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Telhado do clube social abandonado de Ricardo Bofill em Calpe desaba após anos de deterioração

O telhado do Club Social La Manzanera, prédio de Ricardo Bofill dos anos 1970 no litoral de Calpe, na Espanha, desabou em 1º de novembro sem ninguém dentro. A prefeitura escora as paredes que restam enquanto recorre de uma ordem do governo nacional para demolir a ruína por conta própria.

O clube faz parte do conjunto La Manzanera, projetado por Bofill nos anos 1970 ao lado de seus edifícios residenciais Muralla Roja e Xanadú, que seguem de pé e habitados. Foi construído como espaço de lazer à beira-mar, com restaurante, piscinas, terraços e um pequeno porto, e está vazio desde os anos 1980, informou o Euro Weekly News. Um vizinho que mora no Xanadú há 35 anos disse que o estrondo pareceu um terremoto e que havia gente no telhado na noite de Halloween, horas antes da queda.

Em 2 de novembro, a prefeitura iniciou um contrato emergencial para cercar o perímetro e escorar as paredes que continuam de pé, informou o elperiodic.com. A polícia já tinha fechado o acesso ao prédio e à enseada vizinha.

Calpe pede a concessão do local desde 1997. Um plano de 2016 incluía uma passarela de cerca de 100 metros até a enseada. Em 2021, a prefeitura abriu mão da passarela e do quebra-mar para que toda a reabilitação fosse feita em terra e pediu ao Ministério para a Transição Ecológica o espaço para uso cultural, científico e educativo. O prédio fica em domínio público marítimo-terrestre protegido, e divergências com o ministério e as autoridades costeiras sobre limites ambientais e métodos construtivos travaram cada versão do projeto, segundo o Euro Weekly News. Em 2023, o então vereador de Urbanismo disse que a cidade esperava desde o início de 2022 uma autorização ambiental do governo regional.

A prefeita Ana Sala diz que a decisão mais recente do ministério retira a concessão do município e o obriga a demolir o prédio por conta própria, seguindo uma instrução da Direção-Geral de Costas (Dirección General de Costas). A prefeitura recorreu. O vereador Pedro Moll sugeriu um museu do mar com café como um dos usos.

Por que importa: Um prédio de concreto em terreno público costeiro pode ruir enquanto espera licenças: este passou de planos de reabilitação a um contrato emergencial de escoramento. Quem disputa obras de patrimônio nesses locais deve tratar a concessão e as licenças ambientais como o caminho crítico do cronograma.

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