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Família processa o Japão e dona de prédio de 7 andares que tombou no terremoto de Noto e matou duas pessoas

Kenji Kusunoki, cuja mulher e filha morreram quando um prédio de concreto de sete andares em Wajima tombou sobre sua casa no terremoto da Península de Noto, em 1º de janeiro de 2024, processou em 5 de novembro o governo japonês e a dona do prédio, a Goshimaya, pedindo cerca de ¥ 215 milhões (US$ 1,36 milhão).

O prédio de concreto de sete andares tombado de lado em uma esquina de Wajima, em fevereiro de 2024
Foto: Araisyohei / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O prédio de concreto armado, concluído em 1975, tombou a partir da base e esmagou a casa e o izakaya vizinhos, matando Yukari Kusunoki, de 48 anos, e Jura Kusunoki, de 19, informaram o The Japan Times e a Jiji Press. A ação foi aberta no Tribunal Distrital de Tóquio.

Um painel de especialistas do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transportes e Turismo concluiu em dezembro de 2025 que vários fatores se somaram: pilares mal distribuídos, que sobrecarregaram algumas estacas, solo mole e estacas mais fracas do que as normas atuais exigem. Não havia norma sísmica para estacas quando o prédio foi erguido; ela só veio em 2001, informou a TBS. Segundo a Jiji e o Tokyo Shimbun, o painel concluiu que foi o primeiro caso no Japão de um prédio de concreto armado sobre estacas tombado por um terremoto.

A ação sustenta que o governo sabia da fragilidade das estacas antigas, mas limitou a avaliação sísmica obrigatória a prédios grandes, de 5.000 metros quadrados ou mais, o que deixou este fora da fiscalização local, informou a Kyodo no Nikkei. Se as autoridades locais tivessem sido orientadas como deveriam, diz a ação, o prédio poderia ter sido reforçado ou interditado. Contra a Goshimaya, fabricante de laca de Wajima, a ação aponta falta de itens básicos de segurança, como armaduras ligando as estacas à fundação. Nada disso foi examinado pela Justiça ainda.

O governo e a Goshimaya não quiseram comentar, segundo a Jiji. O ministério estuda medidas de segurança para prédios erguidos antes da norma de estacas de 2001, informou a TBS. Kusunoki, de 58 anos, reabriu seu restaurante em Kawasaki.

Por que importa: O ministério japonês estuda medidas de segurança para prédios com estacas anteriores às regras sísmicas de 2001. Quem planeja reforço, compra ou vistoria de um prédio antigo de concreto deve perguntar como as estacas foram projetadas e se estão ligadas à fundação.

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