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sexta-feira, 6 de novembro
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Falhas e escândalos

EquipmentShare processa ex-gerente de projetos por supostas propinas em obra de US$ 3,4 milhões em San Antonio

A locadora de equipamentos EquipmentShare entrou com uma ação federal por extorsão organizada em San Antonio contra um ex-gerente de projetos do sul do Texas. A empresa diz que ele direcionou três obras a conhecidos que inflaram as contas, entre elas uma unidade de locação de US$ 3,4 milhões que ficou inacabada.

A ação, protocolada na segunda-feira no Tribunal Distrital dos EUA em San Antonio, afirma que o gerente indicou para obras em San Antonio, Gonzales e Alice empresas que, como ele sabia, ajudariam a desviar dinheiro de pagamentos inflados, informou o San Antonio Express-News. A EquipmentShare, empresa de capital aberto sediada no Missouri, acusa ele e os demais réus de violar a lei federal contra o crime organizado (RICO) e de conspirar para isso. A ação não fixa um valor. As acusações ainda não foram julgadas.

Na unidade de San Antonio, a EquipmentShare diz ter contratado a AEL Constructors, de Hitchcock, por indicação do gerente, e que a AEL pretendia repassar o serviço à SJS Industrial. A empresa afirma ter pago US$ 3,4 milhões, dos quais a maior parte ficou com os réus, e recebido um prédio com telhado com goteiras e acabamento padrão no lugar do personalizado que havia encomendado. Em Gonzales, uma obra estimada em US$ 250.000, diz ter pago US$ 650.700 à SJS. A SJS subcontratou uma empresa do gerente, que pagou US$ 207.167 à Kardosz Inc. para fazer o serviço. Segundo a ação, US$ 443.533 não têm explicação. A Kardosz não é ré. Em Alice, a ação descreve uma concorrência de fachada com duas consultorias de um amigo do gerente.

A EquipmentShare diz ter demitido o gerente em julho por mau desempenho, depois de pouco mais de dois anos, e ter descoberto o suposto esquema quando a Kardosz relatou o serviço feito em Gonzales. Em carta de 30 de outubro anexada à ação, o advogado dele afirmou que o cliente foi vítima de discriminação por idade e pediu US$ 350.000. A mesma carta diz que a AEL ainda tem cerca de US$ 700.000 a receber em San Antonio e a SJS cerca de US$ 300.000 em Gonzales. Os réus e a EquipmentShare não responderam ao jornal.

Por que importa: O dono da obra pode procurar o mesmo padrão nos próprios projetos: uma construtora que repassa todo o escopo a um só subempreiteiro, um gerente que só aceita um concorrente e uma diferença entre o que o dono pagou e o que a equipe em campo recebeu. Peça notas dos subempreiteiros e termos de quitação.

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