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sábado, 7 de novembro
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Obras próprias

Seguradora só paga telhado novo se o reparo chegar perto da metade do custo. Isso é regra?

Depois do furacão Isaias, um morador do litoral do Alabama conta que um perito da State Farm contou 59 telhas asfálticas danificadas num telhado de 10 anos e disse que a troca completa só é paga quando o reparo se aproxima da metade do custo de um telhado novo. Nenhuma norma estadual do Alabama fixa esse limite; quem decide são a apólice e o processo do sinistro.

O proprietário escreveu no fórum r/Roofing do Reddit, em 6 de novembro, que dois telhadistas recomendaram trocar o telhado. O Isaias chegou à costa do Golfo em 9 de outubro, com alerta de furacão para os condados de Mobile e Baldwin, segundo a agência de gestão de emergências do Alabama. Um limite de 50% não aparece nos códigos de obras. O The Roofing Brief, que em outubro verificou os códigos e as regras de seguro de 49 estados e de Washington, D.C., concluiu que só a Flórida vincula, em nível estadual, reparos parciais à troca do telhado inteiro, com limite de 25%, e desde 2022 a Flórida isenta telhados feitos pelo código de 2007 ou posterior. O gatilho de 50% da Califórnia só define a classe de resistência ao fogo da cobertura.

Segundo o mesmo levantamento, o Alabama não tem regra estadual de 25% nem um código residencial único para casas existentes, e a troca de cobertura segue o código local. As normas de regulação de sinistros do estado também não exigem uniformidade de aparência, o que deixa para a redação da apólice a questão de trocar telhas intactas que não combinam com as novas. Pelo modelo do International Residential Code, o que obriga a remover toda a cobertura antiga é o estado do telhado e o número de camadas existentes, não um percentual. No Alabama, telhadistas precisam de licença do Home Builders Licensure Board para obras residenciais acima de US$ 2.500.

A apólice é o contrato, então peça ao perito que mostre a cláusula por trás do número de 50%. Se as duas partes concordam que há dano coberto, mas divergem sobre o valor, a cláusula de avaliação (appraisal), na seção de condições da apólice, permite que qualquer uma a exija. Cada lado indica um avaliador, os dois escolhem um árbitro e a decisão de dois dos três fixa o valor do prejuízo, explica a Mc-Wright Insurance Group. A avaliação decide o valor devido, não a cobertura, e cada lado paga seu avaliador, por isso raramente compensa numa diferença pequena.

Por que importa: Telhadistas que vendem serviços pós-tempestade devem ler a apólice do cliente e as regras do estado antes de prometer um telhado novo. Documentem cada telha danificada e as linhas de produto descontinuadas e saibam quando a avaliação vale o custo para o dono.

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