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Arquiteta é multada em £2.500 após aprovar ampliação em Londres cujo telhado inundou a casa

O órgão regulador dos arquitetos do Reino Unido, o Architects Registration Board (ARB), multou Melanie Schubert, sócia do escritório londrino SAM Architects, no valor máximo de £2.500 por desenhos deficientes e por certificar a conclusão de uma ampliação residencial sem inspecionar direito o telhado. Infiltrações pelo telhado, pela drenagem e pelas janelas deixaram a casa inabitável.

O Comitê de Conduta Profissional do ARB a considerou culpada de conduta profissional inaceitável após audiência de 19 a 23 de outubro, segundo a decisão publicada. A obra era uma ampliação nos fundos e reforma de uma casa vitoriana geminada de dois andares, sob contrato JCT Minor Works, com a SAM como arquiteta e administradora do contrato. Os donos se mudaram em 16 de janeiro de 2021. Vieram defeitos graves no telhado, na drenagem e nas janelas, e os reparos feitos pela construtora entre junho e novembro de 2021 não resolveram.

Schubert admitiu que os desenhos eram insuficientes e que não inspecionou o telhado da ampliação antes de ele ser fechado. O comitê disse que os desenhos do telhado ficaram muito aquém do necessário e foram um dos fatores das infiltrações. Reconheceu, porém, que parte dos desenhos de interiores era de alto nível. O perito do ARB afirmou que o telhado foi executado muito abaixo do padrão de estanqueidade e que uma inspeção diligente provavelmente teria detectado o problema. O comitê também constatou que ela não emitiu instruções de arquiteto para as alterações de projeto nem certificados de pagamento intermediários, de modo que não houve registro formal do serviço feito e dos pagamentos.

Ela foi absolvida da acusação mais grave. Em dezembro de 2021, pressionada pelos advogados da construtora e por um consultor que ela acreditava ser advogado do dono, certificou a conclusão prática com data retroativa a 6 de junho. O ARB alegou que ela sabia que a obra não estava concluída. O comitê considerou isso não comprovado e rejeitou a acusação de desonestidade. Aceitou que ela havia consultado sua seguradora de responsabilidade profissional e que era apenas a segunda vez que atuava como administradora de contrato.

O comitê fixou a multa no teto de £2.500 para indicar que a conduta chegou perto de justificar uma suspensão, diz a decisão. Ela tem até 30 de novembro para pagar.

Por que importa: O certificado de conclusão leva o nome do administrador, tenha alguém inspecionado a obra ou não. Construtoras em contratos JCT devem esperar uma instrução por escrito para cada alteração de projeto e um certificado para cada pagamento, e cobrar quando não chegarem.

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