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sexta-feira, 30 de outubro
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Dicas de obra

Sua equipe cortou vergalhão com maçarico depois da concretagem. O que dizem as normas e o que exigir

Um engenheiro perguntou no r/StructuralEngineering do Reddit o que fazer depois que um empreiteiro cortou com maçarico vergalhões Grade 60 já posicionados, entre duas concretagens. As normas do setor tratam o corte no comprimento de forma muito diferente do aquecimento, da dobra ou da solda, e o engenheiro responsável precisa aprovar aquecimento e dobra.

Cortar no comprimento é rotina. A orientação de campo do Concrete Reinforcing Steel Institute (CRSI) indica alicate corta-vergalhão para barras sem revestimento até a #5 e maçarico oxiacetilênico para a #6 e maiores, inclusive barras já parcialmente embutidas em concreto endurecido. Segundo o CRSI, o corte em obra aparece quando as barras chegam compridas demais por mudanças de projeto ou erros de detalhamento, fabricação ou montagem. Barras com revestimento epóxi são a exceção: o CRSI manda cortar as bitolas maiores com serra diamantada, nunca com maçarico, e cobrir as pontas com epóxi bicomponente.

O calor usado para dobrar uma barra é outra história. A ACI 318 não permite dobrar em obra barras parcialmente embutidas no concreto, a menos que os documentos de construção prevejam isso ou o projetista responsável autorize, escreveu a American Society of Concrete Contractors (ASCC) na For Construction Pros. Quando a ACI 301 é a especificação do projeto, só barras #3 a #5 podem ser dobradas a frio, e apenas acima de 32 F. Barras maiores precisam ser preaquecidas a 1.100 a 1.200 F, e a barra junto à face do concreto não pode passar de 500 F. O CRSI diz que o aquecimento só deve ser feito com aprovação do engenheiro.

A solda segue a AWS D1.4. O vergalhão comum ASTM A615 tende a trincar sem preaquecimento suficiente, observa a revista STRUCTURE, e quando faltam os certificados da usina a norma fixa preaquecimento de 300 F para a #6 e menores e de 500 F para a #7 e maiores. Pontos de solda provisórios são em geral proibidos se não atenderem à D1.4.

Peça bitola, revestimento e localização de cada barra cortada, se alguma barra foi aquecida ao longo do comprimento e os certificados da usina. Para dobras contestadas, a ASCC descreve endireitar uma ou mais barras a frio e mandar um laboratório levá-las à ruptura ainda embutidas. Se a resistência à tração atender à especificação, as demais podem ser aceitas e as rompidas substituídas por barras novas fixadas com epóxi.

Por que importa: Um corte com maçarico na ponta da barra é prática aceita pelo CRSI. Aquecer ou dobrar barras embutidas exige aprovação do engenheiro e a solda precisa seguir a AWS D1.4, então registre cada corte e guarde os certificados da usina.

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