Dois colapsos de tesouras em Minnesota neste ano, um fatal: como contraventar tesouras durante a montagem
Os registros da Minnesota OSHA do ano fiscal de 2026 incluem um trabalhador que morreu ao cair quando tesouras desabaram em Lakeville, em 20 de julho, e trabalhadores que caíram com tesouras em colapso em Long Lake, em 1º de abril. Os dois casos seguem abertos. O guia BCSI, do setor de treliças, detalha como manter as tesouras de pé durante a montagem.
O registro de mortes, atualizado em 15 de outubro, liga a morte em Lakeville a uma empreiteira de estruturas de madeira e a uma construtora de casas unifamiliares, cada uma com seis funcionários. O registro de lesões graves coloca o caso de Long Lake sob uma empreiteira de estruturas e uma construtora comercial. A Minnesota OSHA não divulgou conclusões em nenhum dos casos, então a causa não está definida. A revista Occupational Health & Safety noticiou os registros atualizados em 30 de outubro.
As regras de contraventamento estão no BCSI, guia publicado pela Structural Building Components Association (SBCA) e pelo Truss Plate Institute. A ficha-resumo B2 aponta etapas de manuseio e contraventamento puladas como a principal causa de acidentes na montagem de tesouras. A primeira tesoura, ou o oitão, sobe no prumo e é presa às escoras de chão e à parede antes de o guindaste soltá-la. O travamento lateral provisório do banzo superior fica a no máximo 10 pés de distância em vãos de até 30 pés, 8 pés em vãos de até 45, 6 pés até 60 e 4 pés até 80, com fileiras extras nas mudanças de inclinação.
Travamento lateral sem contraventamento diagonal não segura, adverte a ficha. Depois de montar da segunda à quinta tesoura, a equipe coloca diagonais no banzo superior ou o chapeamento, diagonais nas barras internas e travamento do banzo inferior a no máximo 15 pés, e só então retira as escoras de chão. Daí em diante, no método de travas curtas, sobem no máximo quatro tesouras antes de a equipe parar e contraventar de novo. As diagonais vão em cada ponta da fileira e pelo menos a cada 10 vãos entre tesouras, ou 20 pés. O material é madeira 2x4 classificada por resistência ou peças metálicas aprovadas, com no mínimo dois pregos por ligação.
O guia manda chapear cedo e tirar só o travamento provisório necessário para pregar a próxima chapa. Para tesouras com vão de 60 pés ou mais, exige que um engenheiro habilitado projete o contraventamento provisório e supervisione a montagem.
Por que importa: Antes de as tesouras chegarem, confira se há na obra material para escoras, peças 2x4 para travamento e os desenhos de projeto das tesouras, e se a equipe sabe o espaçamento do travamento para o vão. As escoras de chão ficam até as cinco primeiras tesouras estarem totalmente contraventadas.
Fontes
- BCSI-B2 Summary Sheet: Truss Installation & Temporary Restraint/BracingSBCA / Truss Plate Institute (via Southern Components), 14 de ago. de 2013
- BCSI's Step-by-Step Truss Installation ProcessStructural Building Components Association, 12 de set. de 2023
- Minnesota OSHA fatality investigations summary, FFY 2026 (updated Oct. 15, 2026)Minnesota Department of Labor and Industry, 15 de out.
- Minnesota OSHA serious-injury investigations summary, FFY 2026 (updated Oct. 15, 2026)Minnesota Department of Labor and Industry, 15 de out.
- Minnesota OSHA Reports Fatalities and Serious Injuries Across Multiple IndustriesOccupational Health & Safety, 30 de out.