Edição
quarta-feira, 28 de outubro
Atualizado
9:06 (Nova York)

Falhas e escândalos

Construtora de San Francisco e três funcionários são acusados de homicídio culposo por morte em vala em 2023

A promotoria de San Francisco acusou a D'Arcy & Harty Construction e três de seus supervisores de homicídio culposo pela morte de um operário soterrado em 2023, quando uma vala de esgoto de 8 pés (cerca de 2,4 m) de profundidade desabou no cruzamento das ruas Oak e Divisadero.

A promotora distrital Brooke Jenkins anunciou o caso em 19 de outubro. A empresa, seu representante de segurança designado para a obra, o gerente do projeto e o encarregado da equipe respondem cada um a uma acusação de homicídio culposo e a quatro acusações com base na seção 6425(a) do Código do Trabalho da Califórnia, que trata de violações de segurança que causam a morte de um trabalhador. A empresa e dois dos homens se declararam inocentes. Quando as acusações foram anunciadas, o gerente do projeto ainda não tinha se apresentado, e a promotoria negociava isso com o advogado dele, informou a KQED.

Segundo documentos judiciais citados pela promotoria, em 28 de setembro de 2023 Javier Romero trabalhava em uma vala de 2,5 pés de largura, 5 pés de comprimento e 8 pés de profundidade, numa obra de recuperação de galerias de esgoto contratada pela Comissão de Serviços Públicos de San Francisco (SFPUC). Um veículo passou e as paredes cederam. Ele morreu de asfixia mecânica. Um inspetor da Cal/OSHA concluiu que os dois lados curtos da vala não tinham nenhum escoramento e que os lados longos estavam escorados só em parte. Segundo a promotoria, menos de três semanas antes a empresa tinha sido alvo de uma denúncia por uma vala mal escorada em outra obra. Em 2024, a Cal/OSHA multou a empresa em US$ 371.100.

Um juiz libertou os dois homens já formalmente acusados sob condições: entregar o passaporte, não sair da Califórnia, não supervisionar funcionários nem exercer funções de segurança em obras e não falar com testemunhas nem entre si. A empresa pode pagar multa criminal de até US$ 1,5 milhão e sofrer restrições em contratos públicos futuros, disse Matt McCarthy, chefe da divisão de crimes do colarinho branco da promotoria. A audiência preliminar está marcada para 14 de novembro. As acusações ainda não foram provadas, e a investigação continua.

Por que importa: O encarregado e o gerente do projeto foram acusados pessoalmente, junto com a empresa. Quem manda uma equipe para uma vala sem escoramento pode responder a processo criminal e ser afastado por ordem judicial de funções de segurança.

Fontes

Mais em Falhas e escândalos