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terça-feira, 3 de novembro
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Falhas e escândalosZA

Construtora sul-africana de 2.566 casas subsidiadas acusa autoridades de fraude em disputa de R470 milhões

A XJR Construction, que construiu 2.566 casas subsidiadas do programa RDP em Mpumalanga, abriu um caso criminal de fraude contra funcionários da habitação da província e um MEC, membro do conselho executivo provincial. A empresa diz que recebia R103.000 por casa enquanto o subsídio nacional era de R164.136, informou o The Citizen.

O diretor Paul Mthabela registrou a queixa na delegacia Pretoria Central em 1º de setembro, segundo o The Citizen. Em 30 de setembro, o chefe dos detetives, coronel Kedibone Ndala, pediu informações e documentos ao departamento provincial de assentamentos humanos. O porta-voz da polícia, capitão Tintswalo Sibeko, disse que a investigação continua. As acusações não foram comprovadas.

Em declaração juramentada, Mthabela afirma que o departamento colocava valores provinciais nos contratos e os apresentava como o subsídio aprovado em nível nacional. A XJR foi contratada pela primeira vez em 2013 para 400 casas de 45 metros quadrados a R64.666 cada. Depois de um recurso, o valor subiu para R103.000, sem incluir verbas de geotecnia. Ele afirma que o departamento registrava R110.947 por unidade no sistema nacional de subsídios habitacionais (HSS), uma diferença que ele calcula em mais de R39 milhões nas casas de cidades como Kinross, Bethal e Embalenhle. Uma contratação de maio de 2024 para 119 unidades pagava R183.257 cada, diz ele, quando o valor nacional já tinha subido para R271.166 em abril de 2023.

O caso policial se soma a uma briga na Justiça cível. O TimesLive informou em junho que o Tribunal Superior de Mpumalanga deu à XJR, em abril, uma sentença à revelia de cerca de R319 milhões, seguida de uma ordem de penhora de R470 milhões em bens do departamento. O departamento pediu a anulação da sentença e a execução foi suspensa. Uma audiência marcada para 31 de agosto saiu da pauta porque nenhuma das partes compareceu, segundo o The Citizen.

O porta-voz do departamento, Freddy Ngobe, disse ao The Citizen que não sabia de nenhum caso criminal em andamento e que o departamento já havia dado à polícia sua versão das transações. Em junho, ele disse ao TimesLive que o departamento contesta várias alegações da XJR. Um porta-voz da ministra nacional afirmou na época que uma casa subsidiada pode custar menos que o subsídio, mas não mais.

Por que importa: Se você constrói para um contratante público com dinheiro de subsídio ou repasse, peça por escrito o valor financiado e compare com o preço do seu contrato e com o que o contratante informa para cima. O caso da XJR se apoia em contratos, certificados de pagamento e notas que a empresa guarda desde 2013.

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