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terça-feira, 3 de novembro
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Falhas e escândalos

Fundadores da Anchored Tiny Homes enfrentam 35 acusações criminais por ADUs inacabadas

Os irmãos Colton e Austin Paulhus, que comandavam a construtora californiana Anchored Tiny Homes, respondem cada um a 35 acusações de crimes graves depois que o órgão regulador recebeu mais de 200 queixas sobre casas de fundo de quintal (ADUs) inacabadas ou nunca iniciadas. Uma audiência de conciliação foi marcada para 12 de janeiro de 2027.

Cada irmão é acusado de 33 crimes de desvio de recursos de obra, um de conspiração e um de apropriação de salários de funcionários, informou em 20 de outubro o Contractors State License Board (CSLB), órgão que licencia empreiteiros na Califórnia. A Promotoria do Condado de Sacramento afirma que os dois receberam mais de US$ 1 milhão em 13 projetos sem executar o serviço nem fornecer materiais, e que mais de US$ 653.000 saíram das contas da empresa para gastos sem relação com obras, segundo o California Post. São acusações, não condenações. Os dois participaram de uma audiência por vídeo em 14 de outubro e não se declararam culpados nem inocentes, informou o Post.

Segundo o CSLB, as queixas vieram de 18 condados e relatavam obras de ADU abandonadas, subempreiteiros sem pagamento, dinheiro cobrado antes do serviço e pagamentos de proprietários que nunca foram para os projetos deles. O órgão cassou a licença da empresa em novembro de 2024, continuou investigando e depois encaminhou casos à promotoria. A audiência de conciliação, marcada inicialmente para outubro, foi adiada para 12 de janeiro de 2027.

A defesa fala em fracasso empresarial. Blair Goss, advogado de Austin Paulhus, disse ao Post que a quebra de uma empresa não prova que alguém violou a lei e que a acusação ainda não apresentou suas provas. Em um post no Facebook em dezembro de 2024, Colton Paulhus escreveu que a empresa cresceu rápido demais sem capital suficiente e que nada ilegal foi feito. Os irmãos também buscam proteção na Justiça federal de falências, segundo o Post.

O CSLB aproveitou o caso para relembrar as regras de pagamento da Califórnia para contratos de reforma residencial, que valem para ADUs. O sinal não pode passar de US$ 1.000 ou 10% do preço total, o que for menor, e nenhum pagamento posterior pode ficar à frente do serviço já feito ou dos materiais já entregues.

Por que importa: A Califórnia limita o sinal em contratos de ADU e reforma residencial a US$ 1.000 ou 10%, o que for menor, e proíbe cobrar à frente da obra. Desviar o dinheiro de um cliente para outros gastos é o que a promotoria alega neste caso, e isso é tratado como crime grave.

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