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terça-feira, 3 de novembro
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Falhas e escândalosES

Juíza espanhola põe gerente de obra da Dragados como investigado no desabamento de passarela que matou seis

Uma juíza de Santander convocou para 20 de novembro, como investigado, o gerente de obra da Dragados que comandou a construção da passarela de madeira de El Bocal. Segundo a juíza, a estrutura teria sido construída de forma diferente do projeto. O desabamento de 3 de março matou seis pessoas.

A decisão, divulgada em 3 de novembro e noticiada pelo Demócrata e pelo elDiario.es, diz que o gerente de obra deve responder por uma atuação supostamente negligente ao executar a passarela de forma diferente do projeto aprovado. Na avaliação da juíza, esse desvio pode ter enfraquecido a estrutura e contribuído para a queda. Na Espanha, a condição de “investigado” significa investigação criminal formal. Não é denúncia, e ninguém foi julgado.

A juíza escreveu que o gerente era responsável pela execução física da estrutura. Nessa função, ele deveria ter percebido desvios relevantes em relação aos desenhos, cobrado a correção e informado a direção técnica do projeto sobre qualquer mudança que afetasse a estrutura. O tribunal vai examinar se ele aprovou ou aceitou outro método construtivo e se falhou no dever de fiscalizar e alertar. Ele depôs pela primeira vez em junho, como testemunha perita. A medida veio depois dos depoimentos do representante legal da Dragados, em setembro, e de outros dois funcionários da empresa, em 30 de outubro.

Ele é a oitava pessoa investigada. As outras são a atendente do 112 que recebeu, na véspera, a ligação de um vizinho alertando sobre a passarela, a policial municipal que recebeu o aviso, o chefe do órgão costeiro (Demarcación de Costas) na Cantábria, dois servidores que chefiaram seu serviço de projetos, o engenheiro da Fronda que assinou o projeto e o representante da Dragados. Esse representante disse ao tribunal que a passarela, de 2024, seguiu as especificações da Fronda, foi feita em duas peças em vez de uma e que isso não afetou a segurança, segundo a Europa Press, via Infobae.

O gerente de obra deve comparecer em 20 de novembro. O Infobae informou que a investigação pode terminar na virada do ano. A prefeitura de Santander, a Costas e a Dragados podem ter responsabilidade civil.

Por que importa: A juíza estende o risco criminal a quem tocou a obra, além do projetista e do dono. Qualquer mudança em campo que fuja dos desenhos precisa de aprovação por escrito do responsável pelo projeto e de registro de quem assinou.

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