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sexta-feira, 30 de outubro
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Granite bate recorde de US$ 7,5 bilhões em carteira com avanço de obras federais e de preparação de terrenos para data centers

A Granite Construction fechou o terceiro trimestre com carteira recorde de US$ 7,5 bilhões em projetos contratados e adjudicados e receita trimestral de US$ 1,77 bilhão, 23% acima de um ano antes, enquanto avança em obras federais, ferroviárias e de data centers.

A carteira cresceu US$ 1,1 bilhão em um ano, informou em 29 de outubro a construtora de Watsonville, na Califórnia. O lucro líquido caiu para US$ 3,2 milhões, ante US$ 102,9 milhões, por causa de uma despesa de US$ 162 milhões com a liquidação de títulos conversíveis, informou o Construction Dive. A Granite elevou o piso da projeção de receita para 2026 a US$ 5,4 bilhões e manteve o teto em US$ 5,5 bilhões.

As obras federais somam cerca de US$ 1,3 bilhão da carteira, incluindo US$ 569 milhões em projetos de infraestrutura tática para a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. O CEO Kyle Larkin disse na teleconferência de resultados que esses projetos, antes previstos para terminar no segundo trimestre de 2027, agora vão até o terceiro trimestre de 2028 por falta de faixa de domínio liberada, sem mudança no lucro esperado. Segundo ele, a lei de autorização de defesa de 2026 leva à construção militar a contratação integrada progressiva e o gerenciamento de obra com risco, e a empresa disputa obras em aeródromos no Alasca, projetos navais no estado de Washington e infraestrutura de defesa antimísseis em Guam.

Data centers, armazenamento em baterias e clientes do setor espacial, que a Granite agrupa como infraestrutura de missão crítica, respondem por US$ 331 milhões da carteira e menos de 5% da receita deste ano. Larkin disse que as oportunidades típicas nesse mercado passaram de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões para cerca de US$ 100 milhões, incluindo terraplenagem, redes de utilidades, pavimentação e muros de arrimo. A Granite quer que o segmento chegue a 10% ou mais da receita de construção em alguns anos. Um terminal ferroviário intermodal de 4.500 acres (cerca de 1.800 hectares) para uma ferrovia Classe I no sul da Califórnia está em pré-construção e ainda depende de licenças.

O combustível pesou nos materiais. A margem bruta do segmento caiu 4,2 pontos, para 21,0%, porque as sobretaxas de energia inflaram receita e custo ao mesmo tempo, mas a diretora financeira Staci Woolsey disse que a economia por unidade se manteve.

Por que importa: Uma das maiores construtoras de obras civis dos EUA está atrás de pacotes de preparação de terreno para data centers de cerca de US$ 100 milhões e de contratos federais colaborativos. Subempreiteiros de terraplenagem, redes e pavimentação nesses mercados devem entrar nas listas de fornecedores da empresa, e equipes nas obras de fronteira devem planejar trabalho até 2028.

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