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sexta-feira, 6 de novembro
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Construção perde 3.000 vagas em outubro com cortes na habitação e data centers ainda contratando

O emprego na construção dos EUA caiu em 3.000 vagas líquidas em outubro, a primeira queda mensal desde fevereiro, segundo análise da Associated Builders and Contractors (ABC) de dados federais divulgados em 6 de novembro. As construtoras não residenciais criaram 13.300 vagas, então todas as perdas vieram do segmento residencial.

Todas as categorias não residenciais cresceram, segundo a ABC. As empreiteiras de especialidades abriram 7.900 vagas, as de edificações 2.900 e as de construção pesada e obras civis 2.500. Descontando esses ganhos da perda líquida, os cortes no residencial ficam em cerca de 16.300. Dados de tabela do Bureau of Labor Statistics citados pela seção ABC Carolinas mostram que só as empreiteiras residenciais de especialidades perderam 15.200 postos, enquanto o total de empregos fora da agricultura subiu 165.000.

Em 12 meses, o setor ainda acumula alta de 124.000 vagas, ou 1,5%. O economista-chefe da ABC, Anirban Basu, atribuiu as contratações não residenciais ao boom dos data centers e disse que esse segmento cresceu mais que o dobro da economia como um todo no último ano.

O mercado de trabalho da construção continua apertado. O desemprego no setor foi de 3,6%, contra 4,1% no conjunto da economia; segundo Basu, é o menor nível para outubro neste século, empatado com 2018. O ganho médio por hora na construção subiu no ritmo mensal mais rápido em mais de três anos e acumula alta de 4,7% em 12 meses, ante 3,1% no total dos setores.

As contratações não residenciais devem continuar. No Índice de Confiança da Construção da ABC, quase 50% das empresas esperam ampliar o quadro nos próximos seis meses, e menos de 12% preveem cortes. Pelas contas da ABC Carolinas, em um ano as empreiteiras residenciais de especialidades perderam cerca de 32.800 vagas, e as não residenciais ganharam cerca de 84.700.

Por que importa: Subempreiteiras residenciais estão perdendo equipes, enquanto profissionais do não residencial ficam mais escassos e caros: o salário na construção subiu 4,7% em um ano. Inclua já o reajuste de 2027 nas propostas não residenciais; no residencial, ficou mais fácil contratar gente experiente.

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