Auditoria em Sindh encontra 740 prédios perigosos ainda de pé e demolições entregues a empresas sem máquinas
O Auditor-Geral do Paquistão constatou que 740 prédios declarados perigosos não foram demolidos e que a Autoridade de Controle de Edificações de Sindh (SBCA) contratou empreiteiras de demolição sem as máquinas e a experiência necessárias, segundo o Express News e a ARY News. A auditoria cobre o ano fiscal 2024-25.
O Express News, que divulgou o número 740, situa esses prédios em Karachi. As contagens da própria SBCA são diferentes. Em julho, seus dirigentes disseram ao Comitê de Contas Públicas de Sindh que 741 prédios tinham sido declarados perigosos na província, 588 deles em Karachi, segundo o Pakistan Today. Na audiência, auditores reclamaram que os prédios de Karachi não tinham sido derrubados. A SBCA disse que 59 foram desocupados, a demolição de 39 foi aprovada e muitos moradores se recusavam a sair até receberem outra moradia.
Sobre as demolições, a auditoria questionou a contratação de empreiteiras sem maquinário especializado nem capacidade técnica e apontou que laudos técnicos e regulatórios obrigatórios não foram obtidos, segundo a ARY News. Nenhuma das reportagens cita as empresas ou os valores dos contratos.
A auditoria também concluiu que o sistema de guichê único para alvarás da SBCA é mais lento que o processo em papel que substituiu. Os alvarás levaram em média 50,85 dias, contra 14 dias no sistema manual em 2019, segundo o Express News. Alvarás foram concedidos a prédios altos sem os certificados de não objeção obrigatórios para venda e publicidade das unidades, e projetos foram aprovados para construtoras sem licença da SBCA e fora da Associação de Construtores e Incorporadores (ABAD). Os auditores também contestaram andares extras erguidos em prédios altos sem testes de resistência, estabilidade ou solo.
O Auditor-Geral recomendou medidas disciplinares contra os servidores que aprovaram projetos fora das regras e uma investigação sobre documentos que o órgão não apresentou, segundo a ARY. Nenhuma das reportagens traz resposta da SBCA.
Por que importa: Um alvará regular em Sindh agora leva em média 50,85 dias, contra 14 em 2019, enquanto prédios já condenados continuam de pé. Para quem disputa demolições públicas, a auditoria criticou o órgão por contratar empresas sem máquinas ou experiência adequadas.
Fontes
- PAC told 444 heritage buildings in Karachi are unsafePakistan Today, 29 de jul.
- سندھ بلڈنگ کنٹرول اتھارٹی کی کارکردگی، سالانہ آڈٹ رپورٹ میں اہم انکشافات سامنے آگئےExpress News, 30 de out.
- Auditor general flags major irregularities in Sindh Building Control AuthorityARY News, 31 de out.