Edição
quinta-feira, 29 de outubro
Atualizado
12:46 (Nova York)

Números

Metade das regiões metropolitanas dos EUA criou vagas na construção em um ano, com Houston e Baton Rouge na frente

O emprego na construção cresceu em 180 das 360 regiões metropolitanas dos EUA entre setembro de 2025 e setembro de 2026, caiu em 118 e ficou estável em 62, segundo a Associated General Contractors of America (AGC). Houston e Baton Rouge foram as que mais contrataram.

Houston-Pasadena-The Woodlands ganhou 13.800 vagas na construção, alta de 5%, segundo a análise da AGC sobre dados federais. Baton Rouge somou 12.300, um salto de 27% e o maior ganho percentual. St. Louis e Columbus, em Ohio, abriram 10.700 cada. Lafayette e Shreveport-Bossier City, na Louisiana, e Davenport-Moline-Rock Island também cresceram 14% ou mais.

Atlanta-Sandy Springs-Roswell foi a que mais perdeu: 5.100 vagas, ou 5%. Jersey City-White Plains perdeu 4.500; Oakland-Fremont-Berkeley, 4.400; Riverside-San Bernardino-Ontario, 3.900; e Lakewood-New Brunswick, em Nova Jersey, 3.600. Anchorage teve a maior queda percentual: 10%, ou 1.400 vagas.

O economista-chefe da AGC, Ken Simonson, ligou os ganhos aos lugares onde estão sendo erguidos centros de dados, grandes projetos de energia e fábricas, e disse que custos em alta e incerteza política travaram a demanda por outras obras. Segundo a associação, materiais mais caros e juros altos levam incorporadores a adiar ou cancelar projetos; a AGC pediu a Washington que reveja as tarifas e aprove a lei de rodovias e transporte, que está atrasada.

O número de regiões com alta subiu em relação a 173 nos 12 meses até julho e 177 nos 12 meses até agosto, de acordo com relatórios anteriores da AGC. No início do mês, a associação informou alta anual do emprego na construção em 34 estados.

Por que importa: Se o seu trabalho está fora de centros de dados, energia e fábricas, espere mais concorrentes por obra nas regiões que estão cortando vagas. Em Houston, Baton Rouge e Columbus, conte com mais dificuldade para montar equipes.

Fontes

Mais em Números