Grupos ambientais pedem ao Porto de Portland que reavalie inquilino de madeira engenheirada por causa do passado do CEO
Catorze grupos ambientais, entre eles Oregon Wild e a seção do Oregon do Sierra Club, pediram ao Porto de Portland, em carta de 28 de outubro, que examine a fundo a Zaugg Timber Solutions, principal inquilina do campus de madeira engenheirada (mass timber) no Terminal 2, e divulgue detalhes do contrato de arrendamento. O porto diz que a Zaugg cumpriu suas exigências.
A carta trata de Tobias Levey, CEO da Zaugg na América do Norte, informou a OPB. Em 2022, a ONG Forterra, de Seattle, o demitiu do projeto Forest to Home, como noticiou na época o The Seattle Times. O projeto dependia de madeira de uma floresta de 12.000 acres (cerca de 4.900 hectares) da tribo Snoqualmie e de uma verba de US$ 20 milhões do Departamento de Agricultura dos EUA. A tribo retirou o apoio e acusou a Forterra de exagerar quanta madeira sua floresta poderia fornecer e de não consultá-la.
Uma investigação paga pela Forterra concluiu que Levey comandou a redação do pedido e era o único funcionário em contato direto com a tribo. Também apontou que o pedido prometia cerca de US$ 1,5 milhão em contrapartida da tribo, que nunca concordou com isso, e que Levey incluiu esse valor dois dias antes do envio. Os investigadores disseram não ter achado prova direta de que ele quis enganar alguém. Levey disse ao The Seattle Times na época que errou, mas sem má-fé.
A porta-voz do porto, Kara Hansen, afirmou que o porto fez a devida diligência e concluiu que a Zaugg e seus donos cumpriram e superaram as exigências. Ela não respondeu às perguntas da OPB sobre Levey. A Zaugg Timber Solutions, braço norte-americano da suíça ZAUGG, disse por e-mail que não tem preocupações com a liderança dele. A carta também afirma que o porto não avaliou o efeito de mais produção de madeira engenheirada sobre as florestas públicas. A Zaugg chegou em 2025, dentro de um esforço estadual pela madeira engenheirada apoiado pela governadora Tina Kotek.
Por que importa: Os planos do Oregon para fábricas de madeira engenheirada dependem de terra e dinheiro públicos, e a escolha de parceiros virou disputa pública. Serrarias, fornecedores de CLT e subempreiteiros de modulares que contam com obras da Zaugg no Terminal 2 devem acompanhar se o porto divulga o contrato ou reabre a análise.