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quinta-feira, 29 de outubro
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Kigali manda demolir prédio inacabado cujas colunas esfarelavam sob o peso dos andares

A prefeitura de Kigali, em Ruanda, mandou demolir por completo um prédio comercial inacabado de três andares na área de Norvège, em Nyabugogo, depois que testes concluíram que nenhuma parte podia ser mantida com segurança. O dono avaliava o imóvel pronto em Rwf800 milhões ou mais, acima de US$ 600 mil.

A porta-voz da prefeitura, Emma Claudine Ntirenganya, disse ao KT Press que testes de laboratório indicaram de início que parte da estrutura poderia ser removida e o resto mantido. Um segundo estudo técnico avaliou se o que sobrasse aguentaria a reconstrução, e a resposta foi não. A demolição já começou. O dono precisará de um novo alvará para voltar a construir no terreno.

Moradores disseram que as rachaduras surgiram assim que o primeiro andar ficou pronto. Em agosto, vídeos na internet mostraram pedaços se soltando enquanto os operários seguiam trabalhando, e a parte de cima do prédio inclinada. O KT Press informou que colunas esfarelavam sob o peso dos andares superiores. Segundo o KT Press e o Umunota, os defeitos incluíam cimento misturado na proporção errada e armadura de aço abaixo do padrão exigido para um prédio desse porte, com barras que entortaram sob a carga da parte de cima.

O dono, Twahirwa Theoneste, disse que ainda não calculou o prejuízo e culpou erros de execução, não a falta de material. Nenhum dos veículos citou o arquiteto, o engenheiro ou o construtor, e o KT Press afirmou que não está estabelecido quem responde por cada falha. A prefeitura pediu que investidores contratem profissionais qualificados e filiados às suas entidades de classe, o que, segundo ela, facilita a responsabilização.

Por que importa: Uma estrutura condenada antes da entrega custa ao dono o prédio e a demolição. O contratante pode exigir o traço do concreto, os certificados do aço e uma inspeção independente a cada pavimento, além de conferir o registro do engenheiro.

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